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Exposição mostra o passado e o presente de Joinville

Inserido em: 27/01/2012Por:

Durante a última semana, foi aberta a exposição “Retrofotografia: o passado e o presente, juntos, construindo o futuro”, em Joinville. Com o objetivo de mostrar à população as diferenças do ontem e hoje da cidade, os historiadores Cibele Ferrari e Kleber Tobler organizaram a exposição no Museu de Imigração e Colonização.

São dez fotografias mostrando o antes e o depois de Joinville, em imagens sobrepostas de um mesmo lugar, evidenciando prédios antigos, hoje patrimônios culturais. De um lado, o registro atual, colorido, e de outro, um recorte de um instante perdido nas primeiras décadas do século passado, em preto e branco.

Usando uma técnica chamada de retrofotografia, é possível ver uma mulher dos tempos atuais, de calça jeans, óculos e celular andando na calçada da Rua do Príncipe e na outra esquina, um homem de chapéu, bigode e bengala, passando ao lado de um bondinho, tudo na mesma foto.

Demorou um ano para o material da exposição ficar pronto. Segundo Kleber Tobler, este foi o tempo necessário para fotografar os prédios na cidade, captar as imagens antigas, fotografadas no Arquivo Histórico, editá-las no computador e imprimir o material pronto.

“Peguei uma câmera emprestada de um amigo e fotografei os prédios que me interessavam”, lembra Kleber, que se inspirou em um fotógrafo russo, Sergey Larenkov, que trabalha com a mesma técnica, a retrofotografia. As imagens do fotógrafo russo remontam à história da Segunda Guerra Mundial, utilizando diversas cidades europeias para mostrar a capacidade de se reerguer de locais desolados pela guerra.

Para os organizadores da exposição, a intenção do projeto é democratizar o patrimônio público. “Queremos sensibilizar as pessoas, para que elas prestem mais atenção na arquitetura da cidade”, declara Cibele.

A exposição contribui para preservar a história da cidade, papel que deveria ser do poder público, segundo Kleber. “A Prefeitura não demonstra muito interesse em restaurar e manter o acesso da população aos prédios antigos”, critica Kleber.

Serão duas semanas no museu e depois a exposição será itinerante, passando por diversas escolas públicas de Joinville.